As informações apresentadas detalhadamente pelo suposto autor, um médico argentino chamado Edgardo Derman, tem semeado dúvidas ao maior interessado pelo líquido gasoso: o consumidor.
A polêmica tem origem no questionamento feito pelo autor da mensagem sobre a proibição da Coca-Cola Zero nos Estados Unidos, por conter um ingrediente nocivo à saúde.
Segundo a Food and Drug Administration (FDA) os ciclamatos foram banidos há 40 anos da lista de aditivos alimentares permitidos. Em 1982, O Comitê de Assessoramento sobre Câncer do FDA revisou as evidências científicas e concluiu que o ciclamato não era potencialmente carcinogênico.
Novos estudos foram realizados na década de 90 reafirmaram a improvável origem de câncer a partir da substância. No entanto, especialistas do Instituto Nacional de Saúde Ambiental e Ciência, também dos Estados Unidos, rejeitaram as conclusões desta nova pesquisa. “A incidência de câncer em macacos é considerável e deve ser encarada como um sério risco rumo à possibilidade cancerígena do ciclamato”, dizem os especialistas James Huff e Lorenzo Tomatis, em artigo publicado no periódico Toxicological Sciences em 2000.
O ciclamato pode ser utilizado de forma segura, dentro de um limite máximo de 11mg por quilo de peso corpóreo, ao dia. Significa dizer que uma pessoa de 50 kg pode ingerir 550 mg de ciclamato diariamente. Cada 100ml de Coca-Cola Zero tem 24 mg de ciclamato de sódio. Uma pessoa de 50 kg poderia beber 2,291 litros diariamente, por toda a vida, sem riscos significativos à saúde. Quanto maior o peso, maior é o limite permitido para ingestão da Coca-Cola Zero.
Enrique Pérez, representante da Organização Pan-Americana de Saúde, vinculada à OMS, admite a controvérsia do assunto e afirma que atualmente há uma petição junto à JEFCA para reavaliar o nível aceitável de ingestão diária do ciclamato.
As referências internacionais, declara a Anvisa, garantem a segurança de uso do ciclamato de sódio em alimentos, desde que respeitados o limite diário de 40mg de ciclamato de sódio para cada 100g/ml de alimento.
Recentemente, a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Pro Teste, divulgou resultados de uma pesquisa sobre a composição de refrigerantes brasileiros. Entre 24 refrigerantes analisados, verificou-se que 7 contêm substâncias que podem causar câncer. Entre os produtos relacionados e que poderiam favorecer tumores estão a Sukita, Sukita Zero, Fanta Light, Dolly Guaraná, Dolly Guaraná Diet, Fanta Laranja e Sprite Zero.
As empresas responsáveis garantem que os refrigerantes estão sob os padrões de qualidade e em total atendimento à legislação brasileira.
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